Tudo que escrevemos

Isto sinto e isto escrevo Perfeitamente sabedor e sem que não veja Que são cinco horas do amanhecer e que o sol , que ainda não mostrou a cabeça Por cima do muro do horizonte, Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos Agarrando o cimo do muro Do horizonte cheio de montes baixos. Fernando Pessoa

sexta-feira, abril 14, 2006

Um continuum de movimento



Um continuum de movimento
Momentos de passagem
Momentos da paisagem
Tudo em movimento de paz
Qual pássaros que vão e vem
Em viagens
Coletivas ou solitárias
Em paragens

O que buscam?
Que importa se continuam cantando e voando
A humanidade não tem tanta importância
Quando se dança a canção dos ventos
Sábios, livres , belos e móveis
Pousando em árvores de raízes profundas
No encontro permanente com a natureza
Pássaros da liberdade
Aconchegando-se nos milênios das árvores
Viajantes sem rumo ou território
Para que a tradição
Se são da natureza
Se sabem onde pousar, repousar
Nascer e suceder
São a um só tempo
Silêncio e música
Terra e mar
Fogo e ar
Silvia Barboza