Tudo que escrevemos

Isto sinto e isto escrevo Perfeitamente sabedor e sem que não veja Que são cinco horas do amanhecer e que o sol , que ainda não mostrou a cabeça Por cima do muro do horizonte, Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos Agarrando o cimo do muro Do horizonte cheio de montes baixos. Fernando Pessoa

domingo, outubro 22, 2006

Cheiro de esperança



Cheiro de esperança
Forasteiro,
retirante,
entretido com sua aguardente.
Água que arde,
Ascende,
Incendeia o corpo até de guerreiros dos campos alheios e desconhecidos.
Faço pouco demim,mas não de ti.
Entretida que estou com as minhas letras e números,
mas orgulhosa de conhecer alguns homens que sabem combater os ditos populares,a supertição e a angústia.
Mas, como viver sem nossos idolos e amores?
Seriam tão insignificantes nossas esquinas,
Se não pendurássemos nelas nossas colheitas.
Mas,os homens do mundo não levam seus feitos nas costas
São livres,
para alterar a rota quando lhes convier.
Não temem,
por estarem vazios:
de crenças, de temores, de amores e quem sabe de fé.
Remexo minhas memórias e descubro cores,
a palheta vira um caleidoscópio pronto a dar significados à tela vazia.
Recito os meus versos e dos outros, também.
Encontro as letras, a música e novos coloridos.
Saio do esconderijo , sinto o doce aroma do amanhã .
Com cheiro de esperança.
Silvia B.