O vegetar da consciência
O vegetar da consciência
Badaladas no meu coração
Em ritmos estridentes
Deixando–me em órbita
Desejos reprimidos, noites mal dormidas
Ânsias, anseios
Tudo em sobressaltos
Subtraindo emoções
Retiro-me dos assédios
Presenteio-me com a solidão dos dias passados a limpo
Remeto-me ao esconderijo secreto
Que já me salvou de tantos desatinos
Onde reino absoluta, ou vegeto
nas entressafras dos meus compromissos.
Silvia Barboza

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