Tudo que escrevemos

Isto sinto e isto escrevo Perfeitamente sabedor e sem que não veja Que são cinco horas do amanhecer e que o sol , que ainda não mostrou a cabeça Por cima do muro do horizonte, Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos Agarrando o cimo do muro Do horizonte cheio de montes baixos. Fernando Pessoa

quinta-feira, novembro 02, 2006

Adornos



Adornos

Por detras de quantas vestes tu te escondes?

Minha adorada.

Vestes pratas cintilantes ao luar,

ou adornas com puro âmbar?

Meu desejo latente te beija,

Com o néctar reprimido da flor,

Que agora rompe e inunda o teu semblante

De esplendor e ternura

Sinto o teu cheiro,

És fruto do amor.

Silvia Barboza